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# Acidez dos oceanos pode exterminar vida marinha até o final do século, revela pesquisa

Cientistas das universidades de Plymouth e de Santa Catarina divulgaram os resultados de uma pesquisa que estudou os efeitos do fenômeno da acidificação dos oceanos em organismos unicelulares no mar mediterrâneo.

(Foto: Divulgação / Fapesp.)

De acordo com os estudiosos, 30% dos foraminíferos pesquisados que habitavam os arredores de respiradouros submarinos vulcânicos de dióxido de carbono na baía de Nápoles, na Itália, desapareceram em decorrência do aumento dos níveis de acidez no local.

Segundo o estudo, o aumento do CO2 na região fez com que 24 espécies catalogadas anteriormente fossem reduzidas a apenas quatro. O mais preocupante, porém, é que o ponto de inflexão, ou seja, de morte desses seres, ocorre com o pH de 7.8.

“Este é o nível de acidez previsto para o final do século”, alertou um dos autores da pesquisa, Dr. Jason Hall-Spencer. Ele informou ainda que nesse grau de acidificação os organismos calcificados começam a desaparecer e os que não calcificam, assumem o controle.

"Estamos caminhando para que seja o caso neste século. A grande preocupação para mim é que, se não reduzirmos as emissões de carbono, corremos o risco de extinções em massa, degradação das águas costeiras e incentivo dos surtos de algas e águas-vivas tóxicas”, afirmou.

Fenômeno pode ter causado extinção da vida marinha no passado

A pesquisa ainda revelou que registros geológicos de 55 milhões de anos mostram uma sequência de fenômenos semelhantes aos atuais: liberação maciça de dióxido de carbono, seguida pelo rápido aquecimento dos oceanos e extinção da vida marinha.

Com isso, os estudiosos desconfiam que o processo de acidificação também aconteceu naquela época. "Esse foi um período em que grandes mudanças aconteceram na ecologia marinha", afirmou Dr. Hall-Spencer, que reforçou ainda que os estudos atuais podem permitir uma previsão do futuro dos oceanos.

[Escavocado do: Portal EcoDesenvolvimento]

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# Estudo questiona 'sobrevivência do mais forte' de Darwin

Charles Darwin talvez estivesse errado quando disse que a competição era a principal força impulsionando a evolução das espécies.

Em seu livro de 1859, "A Origem das Espécies", Charles Darwin introduziu a ideia de evolução a partir de um ancestral comum, por meio de seleção natural.

O autor de A Origem das Espécies, obra publicada em 1859 que lançou as bases da Teoria da Evolução, imaginou um mundo no qual os organismos lutavam por supremacia e em que apenas o mais forte sobrevivia.

Mas uma nova pesquisa identifica a disponibilidade de espaço para desenvolvimento de vida, em vez de competição, como o principal fator da evolução.

A pesquisa, conduzida pelo estudante de pós-doutorado Sarda Sahney e outros colegas da Universidade de Bristol, foi publicada na revista científica Biology Letters.

Eles usaram fósseis para estudar padrões de evolução ao longo de 400 milhões de anos.

Focando apenas em animais terrestres – anfíbios, répteis, mamíferos e pássaros – os cientistas descobriram que a quantidade de biodiversidade tem relação com o espaço disponível para a vida se desenvolver ao longo do tempo.

Ambiente

O conceito de espaço para a vida – conhecido na literatura científica como "conceito de nicho ecológico" – se refere às necessidades particulares de cada organismo para sobreviver. Entre os fatores estão a disponibilidade de alimentos e um habitat favorável à procriação.

A pesquisa sugere que grandes mudanças de evolução de espécies acontecem quando animais se mudam para áreas vazias, não ocupadas por outros bichos.

Por exemplo, quando os pássaros desenvolveram a habilidade de voar, eles abriram uma nova fronteira de possibilidades aos demais animais.

Igualmente, os mamíferos tiveram a chance de se desenvolver depois que os dinossauros foram extintos, dando "espaço para a vida" aos demais animais.

A ideia vai de encontro ao conceito darwinista de que uma intensa competição por recursos em ambientes altamente populosos é a grande força por trás da evolução.

Para o professor Mike Benton, co-autor do estudo, a "competição não desempenha um grande papel nos padrões gerais de evolução".

"Por exemplo, apesar de os mamíferos viverem junto com os dinossauros há 60 milhões de anos, eles não conseguiam vencer os répteis na competição. Mas quando os dinossauros foram extintos, os mamíferos rapidamente preencheram os nichos vazios deixados por eles e hoje os mamíferos dominam a terra", disse ele à BBC.

No entanto, para o professor Stephen Stearns, biólogo evolucionista da universidade americana de Yale, que não participou do estudo, "há padrões interessantes, mas uma interpretação problemática" no trabalho da Universidade de Bristol.

"Para dar um exemplo, se os répteis não eram competitivamente superiores aos mamíferos durante a Era Mesozoica, então por que os mamíferos só se expandiram após a extinção dos grandes répteis no fim da Era Mesozoica?"

"E, em geral, qual é o motivo de se ocupar novas porções de espaço ecológico, se não o de evitar a competição com outras espécies no espaço ocupado?"

[Escavocado da: BBC Brasil]

Nota do escavocador: Acredito que Sarda Sahney com esses estudos apenas introduziu uma questão sobre saber se o fenômeno da evolução pela ocupação de espaços vazios é causa ou consequencia da seleção natural. Uma vez que argumenta que a evolução dos mamíferos ocorreu por causa do vazio deixado pelos dinossauros, implica que, por não haver mais concorrência esses répteis, puderam então expandir-se. Reafirmando a Teoria da Seleção Natural (os mais fortes e bem-adaptados sobrevivem). Deste modo, se o dinossauros não tivessem sidos dizimados, os mamíferos talvez fossem extintos ou levariam muito mais tempo para dominarem a Terra.

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# Mulher, já pensou na possibilidade de não conseguir um bom emprego por ser bonita demais?

É o que deve estar pensando Debrahlee[1], funcionária de um banco americano que diz ter sido demitida porque suas curvas tiravam a atenção de seus colegas de trabalho homens.

Desde 2008, quando começou a trabalhar no Citibank, diz receber comentários inapropriados e sexistas de seus chefes. Ela relata que os mesmos, inclusive, a orientaram a usar roupas menos justas, mas alega não tê-lo feito porque outras funcionárias do banco usavam roupas mais justas ainda.

Ela pediu transferência de setor, mas o problema continuou. Ela chegou a entrar com um processo contra o banco, que não comentou a ação.

Em situação parecida esteve Georgina Wilbourne[2], ex-funcionária de uma padaria britânica em 2009. De acordo com a reportagem do canal online de notícias G1, a chefe de Georgina Wilbourne a demitiu sob a justificativa de que ela trabalhava muito devagar. Georgina Wilbourne retruca dizendo que, na verdade, foi demitida porque sua chefe ficava com ciúme pelo fato de ela chamar mais a atenção dos clientes da loja com suas curvas.

Depois de sair do emprego, Georgina posou para ensaio de jornal. (Foto: Reprodução/The Sun)

Tanto em um caso como outro, reparem, são as demitidas quem atribuem a causa do problema a própria beleza. Na verdade parece não haver nenhuma evidência de que realmente seja isto, a não ser a fala das duas.

É impossível realizar qualquer tipo de avaliação do perfil com base em tão poucas informações sobre ambos os casos. As características deles, no entanto, lembram muito os traços do transtorno de personalidade narcisista.

Este transtorno é definido pelo Manual Estatístico Diagnóstico de Transtornos Mentais,[3] da Associação Psiquiátrica Americana, como "um padrão invasivo de grandiosidade, necessidade de admiração e falta de empatia, que começa no início da idade adulta e está presente em uma variedade de contextos."

E segue dizendo que Essas pessoas constantemente se preocupam com  fantasias de sucesso ilimitado, poder, inteligência, beleza ou amor ideal (Critério 2). Elas podem ruminar acerca de uma admiração e privilégios a que teriam direito e comparar a si mesmos com vantagem  sobre pessoas famosas e privilegiadas."

Para a realização de um diagnóstico é preciso uma avaliação muito mais criteriosa, atendendo a outros critérios também. Esta semelhança, no entanto, serve para se questionar até que ponto elas foram demitidas por realmente serem "bonitas demais", ou se isto é apenas uma fantasia ou racionalização delas. Poder ser, inclusive, verdade que foram demitidas por se vestirem inadequadamente.

Por outro lado, Alena Gerber [4], jovem alemã que foi banida de um calendário também por ser muito bela, realmente parece ter sofrido discriminação por isso.

A própria reportagem do G1 já comenta que as outras modelos que posaram para o calendário reclamaram da beleza de Alena Gerber. Diziam que ela tinha muitas curvas para uma alemã.

Existe um ditado popular que diz que as mulheres não se arrumam para os homens, e sim para outras mulheres. Se é mesmo verdade isto, faz algum sentido que algumas mulheres sintam-se "inferiores" diante de outras muito bonitas.

A beleza realmente tem um papel importante em nossas relações interpessoais. Vicente Caballo, importante psicólogo espanhol, autor do Manual de Avaliação e Treinamento das Habilidades Sociais [5], traz, em seu livro, dados sobre isto. Pessoas com boa aparência são mais aceitas socialmente do que aquelas que não se apresentem bem.

Importante dizer também que "boa ou má aparência" está muito ligado ao "cuidar de si", e não apenas a ter um "corpitchu lindu". Saber se vestir adequadamente, por exemplo, transmite uma boa aparência.

Seguindo esta perspectiva, vestir-se como se estivesse indo a uma festa quando está trabalhando não é vestir-se bem.

Uma pergunta trazida por Vicente Caballo em seu livro que serve para terminar este texto é: que condições tem alguém que não cuida nem de si, de cuidar de uma outra pessoa (namorado/a) ou de um trabalho?

Referências:

[1] Canal de Notícias G1 - Globo -  Americana que afirma ter sido demitida por ser 'sexy demais' recorre.
[2] Canal de Notícias G1 - Globo - Britânica diz que foi obrigada a deixar trabalho em padaria por ser 'sexy demais'.
[3] Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais - DSM IV - Associação Psiquiátrica Americana.
[4] Manual de Avaliação e Treinamento das Habilidades Sociais - Vicente E. Caballo.
[5] Canal de Notícias G1 - Globo -  Alemã é banida de calendário suíço por ser 'sexy demais'.

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# 60 maneiras de agir pela paz mundial, segundo a ONU

A Organização das Nações Unidas possui um documento que lista 60 maneiras de agir para estabelecer o equilíbrio do planeta - o trabalho desenvolvido pela organização desde sua fundação.

Sede europeia da ONU reúne 140 bandeiras nacionais. (Foto: Leandro's World Tour / Flickr.)

Criada há 60 anos, após uma guerra que dizimou muitos países e matou milhares de pessoas, logo que fundada, a organização tinha o objetivo de ajudar a estabilizar as relações internacionais e assegurar a paz mundial.

Mas com o passar o tempo, outras questões de grande importância internacional surgiram e foram agregadas à lista de prioridades da ONU: terrorismo internacional, mudanças climáticas, epidemias de doenças infecciosas e outras ameaças que não respeitam fronteiras.

O folheto 60 maneiras das Nações Unidas fazerem a diferença demonstra, através de exemplos, algumas das ações realizadas pela organização até hoje, e quais desafios serão enfrentados no futuro, em seu trabalho pelas gerações que virão.

Entre os tópicos abordados estão: Paz e Segurança; Desenvolvimento Econômico e Desenvolvimento Social; Direitos Humanos e Meio Ambiente; Direito Internacional; Assuntos Humanitários e Saúde.

Fonte: Portal EcoDesenvolvimento.

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# Pesquisadores desenvolvem borboleta artificial, uma mistura de alta e baixa tecnologia

Uma nova borboleta artificial está revelando a importância das veias das asas e da frequência do movimento de 'sobe-e-desce'  no vôo das borboletas rabo-de-andorinha.

Modelo de uma borboleta rabo-de-andorinha, com peso e veias similares a uma real. (Foto: Divulgação.)

A minúscula máquina bate um par de asas feitas de um fino filme de polímero que pode permanecer no ar numa distância de quatro à cinco metros por um tempo, até que o elástico enrolado responsável pelo seu vôo se desenrole por completo, descrevem Hiroto Tanaka, da Universidade Harvard e Isao Shimoyama, da Universidade de Tóquio, na Bioinspiration & Biomimetics, edição de junho.

A equipe desenvolveu este modelo de borboleta andorinha para analisar seus padrões de vôo como uma forma de investigar as questões básicas sobre eles, algo que não poderiam fazer com borboletas vivas. "Não podemos pedir simplesmente para esses insetos, dizendo 'Hei, por favor, batam suas asas em 10 hertz,'" diz Tanaka.

Uma pergunta que os pesquisadores queriam responder era se o simples bater de asas das asas maiores para cima e para baixo era possível reproduzir um padrão de vôo ondulatório de uma borboleta rabo de-andorinha, sem que ela precisasse ajustar o ângulo das asas.

A rabo-de-andorinha, assim como outras borboletas, têm duas asas em cada lado do corpo, mas as asas dianteiras sobrepões-se às traseiras. Essa sobreposição pode obrigá-las a baterem o par de asas traseira e dianteira como se fosse uma única grande asa, especularam os pesquisadores. "Sobreposições como essa são comuns entre as borboletas, mas não entre os outros insetos voadores de quatro asas", diz Tanaka.

Para imitar a forma como as borboletas podem usar suas asas dianteiras e traseiras em conjunto, os pesquisadores criaram uma única asa grande em cada lado do "corpo". Eles usaram uma técnica com gravura de silício como molde para a criação realista das veias das asas e construíram o "corpo" em formato de balsa com madeira [leve] para manter o peso do modelo em 0,4 gramas, quase o de uma rabo-de-andorinha real.

Com câmeras de alta velocidade, os pesquisadores, em alguns poucos segundos, obtiveram imagens o suficientes do modelo  para analisarem os movimentos. Eles concluem que, simplesmente batendo suas asas para cima e para baixo, a máquina recriou o vôo real das borboletas. E que, comparando-se asas cheias de veias com asas sem veias, os pesquisadores descobriram que as veias endureceram as asas e as ajudaram a alcançar uma maior elevação. O movimento de sacudir o corpo também reforçaram a manutenção do inseto no ar.

A análise da equipe se encaixa na estrutura básica do que é conhecido sobre o vôo, diz Jane Wang da Universidade de Cornell, que também estuda a aerodinâmica dos insetos. "A configuração básica do movimento para cima e para baixo gera um impulso para a frente, dessa forma, esta técnica de vôo impulso para frente, é conhecida na aerodinâmica clássica desde 1930, se não antes", diz ela.

Fonte: Science News. (Tradução adaptada: Leandro Lima.)

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# Vespa do figo e figueira evoluíram juntos

A análise do mais antigo fóssil da vespa do figo conhecido até hoje revelou que este inseto permaneceu praticamente inalterado ao longo de mais de 34 milhões de anos.

Fóssil da vespa do figo foi encontrado na ilha de Wight.

Este fóssil foi encontrado na Ilha de Wight (Reino Unido) nos anos vinte do século passado, mas foi erroneamente classificado como pertencente a uma formiga  até que técnicas modernas de análise permitiram descobrir a qual espécie pertencia.

De acordo com Steve Compton, investigador da Universidade de Leeds e líder deste estudo que foi publicado na "Biology Letters", “o que  faz deste fóssil tão fabuloso não é apenas a sua idade, mas as semelhanças com as espécies modernas”. Tal significa que a estreita relação entre este tipo de vespa e a figueira foi desenvolvida há mais de 34 milhões de anos e que se manteve inalterada desde então.

Steve Compton comparou o fóssil com vespas do figo atuais e constatou que a forma e as características dos insetos são semelhantes. Evidencias moleculares levam-no a acreditar que “as vespas do figo e as figueiras foram evoluindo juntas por mais de 60 milhões de anos" e que, apesar das diferenças de clima e de predadores, estas plantas e os seus polinizadores são um exemplo de uma boa adaptação à evolução.

A ligação entre a vespa do figo e o seu anfitrião é de mútua dependência e benefícios. Estes insetos de 1,5 milímetros de comprimento têm desenvolvido uma fisiologia particular que lhes permite introduzir-se dentro das flores das figueiras, tornando-se essenciais para a polinização da planta.

Fonte: Ciência Hoje. (Adaptado ao português brasileiro.)

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# Algumas armadilhas na relação: o ciúme!

Ciúme é, certamente, uma das maiores causas de conflitos nas relações. O que piora ainda mais a situação é que, diante da crise de ciúme do parceiro, muitas vezes, o cônjuge acaba fazendo coisas que aumentam a probabilidade de que, em uma situação semelhante futura, outra crise aconteça.

Ciúmes, a semente do caos. (Foto: GraphicsHunt.)

Lidar com este sentimento tão confuso de medo, raiva, amor, paixão, insegurança, realmente não é fácil - tanto para que sente o ciúme, quanto para quem tem de conviver com esta pessoa. É comum o cônjuge cair em diversas armadilhas criadas por ele mesmo na tentativa de apaziguar a situação. Que armadilhas são estas?

Por exemplo, quando Maria diz que João não dá mais atenção para ela, mas está passando muito tempo com Valdete - secretária de João. Maria reclama, às vezes até chora. E o problema é que, de tanto serviço na empresa, João realmente não consegue mais passar tanto tempo com Maria e, mesmo em casa, é obrigado a atender Valdete com frequência para resolver problemas administrativos.

Incomodado pelo choro e reclamações de Maria, João começa a abraçá-la, beijá-la, ou até presenteá-la mais do que em outras situações. Diante disto pode-se indagar: o que a demonstração de ciúme de Maria teve como consequência? A resposta é simples: aquilo que ela "almejava", que era a atenção, cuidados e carinho de João.

É bastante provável que isto se repita. O comportamento de chorar e reclamar de Maria tem como consequência a adição no ambiente daquelas coisas que ela estava em privação - carinho e atenção de João -, portanto, diz-se que foi reforçado positivamente por esta consequência. O comportamento de João de dar este carinho e atenção para Maria, por sua vez, tem como consequência a remoção do ambiente daquilo que o incomodava - o choro e reclamações de Maria - e, portanto, diz-se que foi reforçado negativamente.

Portanto, chama-se aqui de reforço aquela consequência que 1) adiciona ao ambiente (reforço positivo) algo que o sujeito estava em privação, ou; 2) remove do ambiente (reforço negativo) algo que o incomodava, um estímulo aversivo.

É possível perceber o quanto é circular a situação, e o quanto ela caminha para o verdadeiro Caos? Cada vez mais Maria chora para ganhar o que "quer" de João, e cada vez mais João dá o que Maria "quer" para que ela pare de chorar.

Se a relação continuar retroalimentando a situação, muito provavelmente o nível de estresse irá aumentar tanto que haja uma "explosão".

Outro sentido que o ciúme pode tomar é aquele onde, diante da demonstração de ciúme do cônjuge, o parceiro briga, mas logo depois vem pedindo desculpas e fazendo carinho. A lógica é a mesma: embora haja uma briga, Maria consegue o que quer de João - o seu carinho.

É bom alertar para o fato de que este processo geralmente é inconsciente. Maria não pensa "vou brigar para ganhar o carinho de João", mas acontece... na grande maioria das vezes o casal não sabe explicar porque é que o ciúme está aumentando. Cabe ao Psicólogo que os atender ajudá-los a tomar consciência disso.

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# Tamanduá-bandeira: um gigante comedor de formiga

Para comer até 30 mil formigas e cupins por dia, esse mamífero precisa de habitats variados para sobreviver. Saiba mais sobre essa espécie que já foi encontrada em todos os estados brasileiros e hoje está ameaçada de extinção.

A espécie é facilmente reconhecida por sua pelagem característica. (Foto: Érico Vieira / Flickr.)

Ele mede cerca de 2,20 metros, pesa até 45kg, tem uma cauda grande e com pelos grossos e compridos e um focinho longo. O tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) usa suas garras dianteiras para escavar vários formigueiros e cupinzeiros ao longo do dia para capturar, com sua língua extensível, até 30 mil formigas e cupins.

Essa espécie é facilmente reconhecida por sua pelagem característica, que tem uma faixa diagonal preta com bordas brancas, que se estende do peito até a metade do dorso. As patas dianteiras, que têm três garras longas, são mais claras do que as traseiras, que têm cinco garras, mais curtas.

Como se alimenta de formigas e cupins, não possui dentes. Seu olfato é aguçado, já que é a principal ferramenta para localizar suas presas. Quando encontra um formigueiro, o tamanduá-bandeira fica apenas alguns minutos no local, e logo se dirige a outra fonte de comida.

É cauda ou cobertor?

Por sua dieta de pouco valor nutricional, o tamanduá-bandeira tem metabolismo lento e, por isso, apresenta dificuldade de regular a temperatura do próprio corpo. Para resolver esse problema, a espécie desenvolveu o hábito de se esconder do calor ou do frio no interior de florestas.

Mas essa não é a única estratégia. Apesar de viver nos trópicos, o tamanduá-bandeira tem uma pelagem densa, especialmente na cauda. Quando se deita para dormir, ele faz uma cavidade rasa no solo e coloca a própria cauda sobre o corpo. A cauda peluda funciona como isolante térmico e ainda ajuda a camuflar o animal.

As fêmeas, após cerca de 190 dias de gestação, também utilizam a cauda como cobertor para seus filhotes enquanto são amamentados. Os filhotes nascem pequenos e frágeis e são carregados no dorso da mãe durante aproximadamente nove meses.

Mamífero ameaçado

O tamanduá-bandeira está adaptado para viver em ambientes variados. Apesar de passar a maior parte do tempo no chão, ele tem habilidade para subir em árvores. Ele também pode caçar durante o dia ou a noite, dependendo da temperatura e da chuva.

A espécie é encontrada em campos limpos, cerrados e florestas. Apesar de ser mais comum em áreas de cerrado, usa ambientes de floresta para repouso e abrigo, durante as horas mais quentes do dia, e utiliza os campos limpos para se alimentar quando as temperaturas estão mais amenas.

Por sua versatilidade, o tamanduá-bandeira pode ser encontrado da América Central até a América do Sul. Originalmente, ocorria em todos os estados brasileiros, mas atualmente está em risco de extinção em todas as regiões do país e já foi extinto no Rio de Janeiro e no Espírito Santo.

A degradação e a redução dos habitats são apontadas como as principais causas da perda populacional da espécie, mas a caça, o atropelamento em estradas e os incêndios florestais também contribuem para colocar o tamanduá-bandeira na lista de espécies ameaçadas de extinção.

Fonte: WWF-Brasil.

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